5 estratégias para aumentar sua empregabilidade

5 estratégias para aumentar sua empregabilidade

Aumentando sua empregabilidade com dicas de coaching

Tenho percebido ao longo dos últimos anos que a grande maioria dos profissionais procuram algum serviço para recolocação profissional em 2 momentos distintos: quando as coisas deixam de ir bem no trabalho – problemas de relacionamento, estagnação ou a possibilidade de cortes – ou quando as coisas já desandaram – a demissão e as restrições financeiras são uma realidade.

Ao invés de recolocação, prefiro utilizar o termo empregabilidade. Trocando em miúdos, empregabilidade diz de nossa capacidade de sermos candidatos ao cargo que ora ocupamos, ou seja, se sua posição estivesse vaga hoje, você seria a melhor opção para ocupá-la? Partindo deste princípio, o melhor momento para se investir em sua empregabilidade é quando tudo vai bem no trabalho e tem tudo para ficar ainda melhor, afinal de contas, quem se preocupa apenas com o emprego, não tem tempo para pensar na carreira.

Encontre a seguir, 5 dicas preciosas para aumentar a empregabilidade.

1) Tenha uma um plano de carreira bem estabelecido: De acordo com Schopenhauer, “não existe vento favorável à quem não sabe onde deseja ir”. Por isso, é muito importante que se tenha uma visão clara de onde se quer chegar para se desenhar quais as experiências necessárias para se atingir os objetivos. Tão importante quanto planejar o futuro é tomar uma distância e olhar para a própria experiência profissional buscando compreender o que cada uma de suas passagens por empresas e funções contribuíram e ainda contribuirão para este caminho. Da mesma forma como o planejamento estratégico é fundamental para que uma empresa oriente seus passos futuros, olhar para a própria carreira é fundamental para que o profissional estabeleça seus objetivos profissionais e um plano efetivo para concretizá-los. Para esta tarefa, considere buscar o auxílio de profissionais de coaching ou mentoring para equacionar sua história profissional e reorienta-la para o futuro.

2) O curriculum como uma ferramenta de marketing: Muito além de um relato frio sobre seu histórico profissional, o curriculum é o primeiro dos muitos pontos de contato que você terá com o mercado e portanto deve funcionar como uma verdadeira peça de marketing. Além de refletir uma clara estratégia de carreira e dar “forma” ao seu produto, seu curriculum deve evitar expressões vazias que o “achatam” e o tornam genérico, mais um em uma extensa pilha recebida por profissionais de RH diariamente. Para fazê-lo subir nesta pilha, não há almoço grátis! É necessário arregaçar as mangas investir tempo e esforço definindo os diferentes públicos alvo de sua oferta, na adequação do formato a cada um destes públicos alvo, evidenciar como sua atuação trouxe resultados a sua empresa e na movimentação de sua rede.

3) Estabeleça um posicionamento claro nas Redes Sociais: O Brasil tem 18Milhões de usuários cadastrados no LinkedIn e enquanto 20% o utilizam para busca ativa de vagas, os 80% restantes a utilizam para networking e reposicionamento profissional.  Há muito as posições disponíveis no mercado não são anunciadas em jornais ou meios off line. Mais recentemente, muitas das posições antes “escondidas” nas redes de relacionamento vêm migrando para as redes sociais. Segundo a revista Exame, 95% das empresas americanas utilizam o Linkedin como principal ferramenta para recrutamento e 55% delas ainda utiliza o Facebook como uma ferramenta de apoio. No Brasil, empresas como a Natura admitem que 30% de suas contratações em 2013 foram impactadas pelo LinkedIn, segunda a revista Época Negócios. Gerenciar seus diferentes perfis nas redes sociais de forma coerente é fundamental. A fronteira entre as redes sociais para perfil profissional como o LinkedIn e para o perfil pessoal nunca existiu no mundo digital e muito menos para os recrutadores. Outro aspecto muito importante é que sua rede de contatos deve ser transformada em seu principal agente de vendas e isto acontece através das recomendações em seu perfil, o que só acontece quando sua rede é mantida VIVA! Invista tempo para a gestão coerente de seus perfis na rede.

4) Seu emprego atual pode ser seu maior aliado: Amigos, ex-colegas de faculdade ou cursos, ex-professores, a rede de relacionamento do marido ou da mulher… além destas redes de relacionamento que parecem ser mais óbvias, conversando com profissionais em projetos de recolocação, não raro percebo que eles mesmos fecharam as portas ou desconsideram uma importante rede de relacionamentos à disposição: a rede disponível na própria empresa em que estão atuando. Muitas vezes a oportunidade para uma mudança de carreira está ainda não completamente formatada dentro da própria organização, mas seu posicionamento pode colocá-lo como uma primeira opção entre os profissionais a serem considerados internamente ou externamente. O primeiro ponto para conseguir utilizar a sua própria rede interna de relacionamentos é ter clareza sobre a própria carreira e atuar a seu favor. O relacionamento colaborativo com pares, subordinados e superiores para entender a dinâmica das relações na empresa é fundamental para ampliar a sua empregabilidade. Como você tem utilizado seus almoços profissionais no dia a dia? Reclamando de que as coisas não acontecem ou trabalhando na sua própria carreira?

5) Negociado o próximo passo de carreira: Por incrível que pareça, para muitos profissionais, nada causa maior ansiedade do que determinar o valor do próprio salário. O tema mostra-se ainda mais delicado quando envolve uma mudança de área de atuação ou indústria. Há que se considerar nesta conta o peso da realização profissional. Qual o impacto de se continuar fazendo algo que você não gosta pelos próximos 5 anos? Esta mudança vale um passo lateral ou um passo para trás? Sei que todos precisamos pagar as contas no final do mês e justamente por isso, quando a decisão pela qualidade de vida e realização profissional envolver uma redução salarial sugiro começar esta conta de trás para frente. Quanto é o mínimo suficiente? Quanto preciso ganhar mensalmente para pagar custos fixos, variáveis e ainda construir uma reserva financeira? Lembre que as vezes esta decisão envolve a (in)dependência de carro, menos horas de deslocamento, economia com almoços em casa, fim da necessidade de uma babá. Se a decisão trouxer qualidade de vida para todos, faça as contas e siga em frente.

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Luciano Paiva

Luciano Paiva é Coach de Vida e Carreira. Após 20 anos no mundo corporativo, Luciano se dedica a inspirar pessoas a entender o sentido em suas atividades diárias e aplica-lo em sua vida pessoal e profissional.

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