De Volta Ao Jogo: Do Empreendimento Para O Mundo Corporativo

De Volta Ao Jogo: Do Empreendimento Para O Mundo Corporativo

Em uma quinta-feira qualquer em junho de 2016, por volta das 15h, estou em um táxi no trajeto entre Congonhas e minha casa, voltando da visita a um cliente em Belo Horizonte.
Pela janela vejo meu bairro passar. Pessoas fazendo pilates na vitrine da pequena academia, um homem passeando seu buldogue, pessoas tomando café na calçada em busca do sol naquela linda tarde fria.
Impossível não olhar para tudo isso sem me lembrar que há apenas um mês eu havia voltado para o mundo corporativo depois de 4 anos.

Por que voltei?

Talvez isso seja o que menos importa.
Importante mesmo é que há 4 anos atrás eu provavelmente teria uma outra reação ao passar pelas mesmas ruas. Seguramente diria algo como: “esse povo não trabalha não?”.
Tentaria adivinhar: “o que é que estas pessoas fazem da vida?” ou “ah…quem me dera”!
Depois de 4 anos empreendendo, penso nesta cena de forma diferente: “esse pessoal trabalha, bastante. Alguns deles 7X7 e sem salário, totalmente no risco. O que eu estou vendo agora talvez seja um domingo ou início de manhã”.

Voltar ao corporativo é como voltar com um ex-namorado. Ou voltamos para entender que não o queremos mais ou para ficar de vez. O que este “tempo” traz de bom é que ele muda totalmente nossa relação com o trabalho e no mínimo nos tornamos amigos.
Por um lado, a disciplina estratégica do mundo corporativo faz com que avancemos na sua vida pessoal. Projetos grandiosos e equipes globais aumentam nossa fibra enquanto executivos. Seleciona-se cuidadosamente o networking, afinal de contas “não dá para ter na rede de contatos os profissionais que não estejam no mesmo patamar. No mínimo”.

Neste mundo, por mais ético e consciente que sejamos, nada do que se faz é com o próprio dinheiro e, em última instância, não nos afeta pessoalmente ou à nossa família se tudo der errado. Se o fiasco for muito grande poderá nos conduzir, no máximo, a uma demissão.
Por outro lado, a vida como autônomo ensina que nunca há bolas perdidas: sempre é possível colocá-las de volta ao jogo. Pode-se levar algum tempo e ser bem trabalhoso, mas é um prazer enorme gerar matéria a partir dos próprios talentos.

Ah! Também é possível trabalhar duro sem as formalidades e burocracias dos budgets, rollings, flashs ou outlooks, mas faz-se necessária uma dose muito maior de responsabilidade, já que todo movimento impacta diretamente nossa própria conta corrente.
Corporativo e empreendedorismo não são antônimos ou irreconciliáveis. Seja em qual dos lados estiver, você precisa gerar espaços ao longo de cada dia para respirar, checar onde se está e avaliar se ainda vale a pena. Que você olhe para as pessoas ao seu redor e abra seu coração para vê-las e entender que, por trás de toda ação, há sempre uma boa intenção.
Quer um último conselho? Experimente cada um dos lados e tire suas próprias conclusões, sem acreditar em tudo o que lê na internet.

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O coaching pode ajudar! Entre em contato comigo através do e-mail: lucianopaiva@hotmail.com.

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Luciano Paiva

Luciano Paiva é Coach de Vida e Carreira. Após 20 anos no mundo corporativo, Luciano se dedica a inspirar pessoas a entender o sentido em suas atividades diárias e aplica-lo em sua vida pessoal e profissional.

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